Oposições dialéticas do phármakon no Fedro de Platão

Autores/as

  • Fabio Fortes Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.36446/rlf2020169

Palabras clave:

escrita, phármakon, dialética

Resumen

Tendo como ponto de partida a ambiguidade contida na metáfora do phármakonassociada à escrita no Fedrode Platão, neste artigo pretendemos examinar os demais contextos em que essa palavra aparece nesse diálogo. Nosso objetivo é compreender o emprego da metáfora farmacológica para a determinação da escrita, e do modo como as diferentes oposições que ela engendra colaboram para compreender o movimento dialético. Por meio da explicação dessas contraposições, pretendemos mostrar que as palavras escritas em Platãoestão permanentemente sujeitas a um renversementde sentidos, e que o fruto dessas disassociações e congruências constitui exemplificação da própria dialética. Para isso, consideramos também a leitura que Derrida (2004 [1972]) faz da passagem, mas a transcendemos na medida em que, ao considerarmos as diferentes oposições dialéticas contidas no diálogo, não vislumbrarmos, como efeito do phármakonplatônico, uma centralidade da escrita (ou da oralidade) para Platão.

Publicado

2020-10-30

Número

Sección

Artículos